Durante muitos anos, o ensino de Arte resumiu-se à tarefas pouco criativas e marcadamente repetitivas. Desvalorizadas na grade curricular, as aulas dificilmente tinham continuidade ao longo do ano letivo. Nas últimas duas décadas, essa situação vem mudando nas escolas brasileiras. Hoje, a tendência que guia a área é a chamada sócio interacionista, a metodologia de Vygostki, adotada pela Despertar há mais de 20 anos, que prega a mistura de produção, reflexão e apreciação de obras artísticas com o cotidiano social da criança.  Como indica a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), é papel da escola “ensinar a produção histórica e social da arte e, ao mesmo tempo, garantir ao aluno a liberdade de imaginar e edificar propostas artísticas pessoais ou grupais com base em intenções próprias.”

A etapa da produção é a oportunidade de o aluno testar, conhecer e escolher diferentes cores, formatos, gestos, movimentos corporais e sons. É o momento de mostrar suas escolhas, mudar de ideia, decidir novamente.

“O estudante deve ter a chance de experimentar com diferentes formas e procedimentos para desenvolver um percurso próprio”.

Rosa Iavelberg.

“Os alunos precisam de liberdade para desenvolver seu potencial criativo, sendo tarefa do educador criar condições para que isso aconteça, evitando censuras ou críticas desnecessárias, possibilitando assim que eles se arrisquem e se mostrem, sem receio. Se desejamos formar seres criativos, críticos e aptos para tomar decisões, um dos requisitos é o enriquecimento do cotidiano infantil com a inserção de contos, lendas, brinquedos e brincadeiras. “

Vygotski

Bose (2000, p.12) Cita que a arte é um fazer. A arte é um conjunto de atos pelos quais se muda a forma, se transforma a matéria oferecida pela natureza e pela cultura. Nesse sentido, qualquer atividade humana, desde que conduzida regularmente a um fim, pode chamar-se artística; Para GODOY (2003), as pessoas participam de vários meios que se entrelaçam, algumas vezes se sobrepõem e outras podem se conflitar, possibilitando, com esse movimento, o desenvolvimento das linguagens expressivas.

O ensino da ARTE nas escolas no século XXI, tornou-se um parâmetro que conduz a capacidade de expor com veracidade e clareza as diretrizes de cada instituição educadora. A arte ilustra interesses vocacionais, possui função terapêutica e disciplinar, além de proporcionar o aprendizado em diversas etapas da criação. Tem sido amplamente valorizada, de forma que as escolas brasileiras estão aderindo à modelos de referência, entendendo o potencial da direção artística ao conduzir projetos internos. A arte tem a capacidade de situar o aluno no tempo e no espaço que ocupa, fazendo-o conhecer o passado (através da história da arte), entender o presente e pensar no futuro.

Adaptação: Aline Stark, professora de artes da nossa escola.